domingo, 19 de dezembro de 2010
O corpo, de súbito, fica pesado. Perco as forças que tenho, não me consigo mexer. Uma dormência apodera-se das minhas pernas, dos meus braços. Não sinto nada. O sonho parte-se e cai-me em cima, com mais peso do que posso suportar. Um cansaço, o cansaço de sonhar, de acreditar, de viver, toma conta de mim. As horas de sono de que nunca precisei chamam agora por mim, em gritos sussurrados ao ouvido, como uma terrível canção de embalar que me enfeitiça e me leva para onde nada tem forma nem cor, onde nada se mexe ou sequer existe. Os olhos fecham-se. As luzes apagam-se, os sons calam-se, os pensamentos adormecem, a mente adormece. Só quero dormir. Dormir. Dormir.
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