domingo, 19 de dezembro de 2010
O corpo, de súbito, fica pesado. Perco as forças que tenho, não me consigo mexer. Uma dormência apodera-se das minhas pernas, dos meus braços. Não sinto nada. O sonho parte-se e cai-me em cima, com mais peso do que posso suportar. Um cansaço, o cansaço de sonhar, de acreditar, de viver, toma conta de mim. As horas de sono de que nunca precisei chamam agora por mim, em gritos sussurrados ao ouvido, como uma terrível canção de embalar que me enfeitiça e me leva para onde nada tem forma nem cor, onde nada se mexe ou sequer existe. Os olhos fecham-se. As luzes apagam-se, os sons calam-se, os pensamentos adormecem, a mente adormece. Só quero dormir. Dormir. Dormir.
sábado, 27 de março de 2010
Lágrimas
(Escorrem) lágrimas de pura transparência
Pequenos pedaços de alma desfeitos
Nuvens comprimidas por defeito
Caem sem razão nem ciência
Choro de pequeno em corpo grande
Gotas de saudade prolongada
Saudade, ausência despropositada
Ver perto quem está distante
Ver fantasmas nas sombras
E sombras na luz do sol
Navegar sem leme nem farol
Viver e morrer sob as ondas
Quando as lágrimas são memórias
Contidas no mais dentro de nós
Solta-se então a voz
Meu amor, é a minha história
Pequenos pedaços de alma desfeitos
Nuvens comprimidas por defeito
Caem sem razão nem ciência
Choro de pequeno em corpo grande
Gotas de saudade prolongada
Saudade, ausência despropositada
Ver perto quem está distante
Ver fantasmas nas sombras
E sombras na luz do sol
Navegar sem leme nem farol
Viver e morrer sob as ondas
Quando as lágrimas são memórias
Contidas no mais dentro de nós
Solta-se então a voz
Meu amor, é a minha história
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Introdução ao Blog das Palavras Desenterradas
Neste blog escreverei as palavras que desenterro em mim.
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